{"id":1314,"date":"2021-02-15T16:54:51","date_gmt":"2021-02-15T18:54:51","guid":{"rendered":"http:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/?page_id=1314"},"modified":"2021-02-15T20:55:11","modified_gmt":"2021-02-15T22:55:11","slug":"depoimentos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/depoimentos\/","title":{"rendered":"DEPOIMENTOS"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-1314\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-1314-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-1314-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1314-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p>Caro Amigo do Instituto Ruth Guimar\u00e3es,<br \/>\nEste \u00e9 o seu espa\u00e7o: <strong><a href=\"http:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/seu-depoimento\/\">Deixe seu recado clicando aqui<\/a>.<\/strong><br \/>\nImportante - Os depoimentos deixados nesta \u00e1rea s\u00e3o de inteira responsabilidade de seus autores. Nossa equipe ir\u00e1 analisar e publicar em seguida.<\/p>\n<p>Agradecemos sua participa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-1314-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-1314-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1314-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<div class=\"strong-view strong-view-id-3 simple wpmtst-simple\" data-count=\"12\" data-state=\"idle\"><div class=\"strong-content strong-masonry columns-2\"><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-3009\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/rafael-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/rafael-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/rafael-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>\u00c1gua funda, de Ruth Guimar\u00e3es, publicado em 1946. A obra \u00e9 o seu romance de estreia, aclamado pela cr\u00edtica liter\u00e1ria da \u00e9poca e consagrado na literatura brasileira.<\/p><p>Ruth Guimar\u00e3es, publicando seu romance aos 26 anos, se mostrou como uma pot\u00eancia. Escritora, jornalista, tradutora, professora, pesquisadora da literatura oral brasileira, em suas pr\u00f3prias palavras, \u201cmulher, negra, caipira\u201d e m\u00e3e de 9 filhos.<\/p><p>Ambientado no Vale do Para\u00edba, em \u00c1gua funda, vamos acompanhar os trabalhadores e os donos da fazenda Nossa Senhora dos Olhos D\u2019\u00e1gua, com trajet\u00f3rias separadas pelo tempo, mas ainda entrela\u00e7adas nesse ambiente rural. Temos aqui a presen\u00e7a do folclore brasileiro, da supersti\u00e7\u00e3o como fant\u00e1stico, da religiosidade, da brasilidade que apenas Ruth Guimar\u00e3es, conhecedora da pluralidade brasileira, poderia registrar em uma fic\u00e7\u00e3o. Reconhecemos na obra o olhar para o passado, o apontar para o futuro e a valoriza\u00e7\u00e3o de tudo isso, conectando-a com o movimento P\u00f3s-Moderno.<\/p><p>Ruth Guimar\u00e3es exp\u00f5e genialmente uma assimila\u00e7\u00e3o do sistema escravista e do capitalista, me deixando com vontade de devorar cada linha e, certeiramente, ela vai criticar a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o do trabalhador. Diferente de outras obras \u201cregionalistas\u201d cl\u00e1ssicas que li, ela v\u00ea beleza m\u00edstica na vida dos seus personagens. Foi \u00fanico e fant\u00e1stico ler \u00c1gua funda, tanto pela relev\u00e2ncia quanto pela criatividade, oralidade e cultura popular presentes. Levarei \u00c1gua funda para a vida e n\u00e3o deixarei cair no esquecimento como ocorreu anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Deixo aqui meu mais sincero agradecimento \u00e0 minha amiga, que me presenteou com essa excepcional obra. Miss @larilopes11 voc\u00ea \u00e9 incr\u00edvel.<\/p><p>Recomendo a todos o @instituto_ruth_guimaraes para conhecerem mais da mem\u00f3ria dessa sublime mulher.<\/p><p>Franklin Rafael Ribeiro \u00e9 estudante de letras e pesquisador volunt\u00e1rio de literatura afro-brasileira, pela universidade estadual de goi\u00e1s.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Franklin Rafael Ribeiro<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-2888\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/daniel-75x75.jpg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" 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ch\u00e1cara est\u00e1 localizada no munic\u00edpio de Cachoeira Paulista, no Vale do Para\u00edba, a 200 km da capital paulista, e hoje sedia o Instituto Ruth Guimar\u00e3es, que preserva a obra e o legado da escritora paulista.<br \/>\nO grupo que visitou o \u201cQuintal da Ruth\u201d estava composto por educadores, contadores de hist\u00f3rias, mediadores de leitura e outras pessoas que estudam e preservam as culturas tradicionais paulistas.<br \/>\nDa m\u00e3o de seus filhos, J\u00fania e Joaquim, durante o tempo de nossa visita, tivemos uma imers\u00e3o na grandiosa obra de Ruth, escutando as hist\u00f3rias, anedotas, bastidores, segredos da extensa e prol\u00edfica vida da autora, assim como a extens\u00e3o de seu trabalho menos divulgado a de folclorista, que abrange seus livros que mergulharam profundamente na cultura tradicional da regi\u00e3o, seja com \u201cOs filhos do medo\u201d e \u201cCalidosc\u00f3pio, a saga de Pedro Malasarte\u201d, uma \u00e1rdua pesquisa pouco conhecida sobre ervas medicinais, curas populares, simpatias, rezas e diferentes procedimentos emp\u00edricos que utiliza o povo para males do corpo e alma.<br \/>\nFoi uma jornada inesquec\u00edvel, onde, guiados pela m\u00e3o e relatos de seus filhos, viajamos no encantamento de viv\u00eancias que perduram em nossa mem\u00f3ria, ao sair da casa no final do dia, quando empreendemos nosso retorno a S\u00e3o Paulo, tivemos a sensa\u00e7\u00e3o de haver passado uma tarde m\u00e1gica, recheada por boa comida e as prosas infinitas que referenciaram, por diferentes prismas, os trabalhos incr\u00edveis da escritora.<br \/>\nEste conjunto de experi\u00eancias explicam o motivo da perman\u00eancia e atualidade da obra de Ruth Guimar\u00e3es, que h\u00e1 10 anos de sua partida, agiganta sua figura e reconhecimento com cont\u00ednuas reedi\u00e7\u00f5es de seus principais cl\u00e1ssicos, assim como, a edi\u00e7\u00e3o de seus textos in\u00e9ditos, gra\u00e7as ao afinco e determina\u00e7\u00e3o do Instituto Ruth Guimar\u00e3es, criado pelos seus filhos.<br \/>\nVale a pena conhecer o Quintal da Ruth, onde nossa homenageada escreveu e sedimentou sua obra e legado.<br \/>\nSalve Ruth!<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Daniel D'Andrea<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-2748\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/zenilda-lua-instituto-ruth-guimaraes-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" 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Crescendo para todos os lados.<br \/>\nUm mundar\u00e9u de folhagens. F\u00e9rtil. Cheia. Umbrosa.<br \/>\nE a gente tudo embaixo dela.<br \/>\nE a passarinhada toda entrando, voando, bulindo e cantando.<br \/>\nEla est\u00e1 viva. E dan\u00e7a com o vento, acena, e revoa tudo num sonoro t\u00e3o bonito!<br \/>\nMistura folhas e asas para tocar nas cordas de prata fina do sol, que abastece o c\u00e9u todo e enche a terra com a luzona cheia dela.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Zenilda Lua<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-2744\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/WagnerFonseca-INRG-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/WagnerFonseca-INRG-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/WagnerFonseca-INRG-300x300.jpeg 300w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/WagnerFonseca-INRG-150x150.jpeg 150w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/WagnerFonseca-INRG.jpeg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>O FOLCL\u00d3RICO E O ERUDITO NA ARTE DE RUTH GUIMAR\u00c3ES<\/p><p>A riqueza liter\u00e1ria da prosa de Ruth Guimar\u00e3es oferece ao leitor possibilidades m\u00faltiplas de leitura, que dialogam entre o saber folcl\u00f3rico e a vasta erudi\u00e7\u00e3o com que a autora nos cativa. Sabedora dessa arte milenar, que \u00e9 a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, Ruth Guimar\u00e3es consegue elevar nossas tradi\u00e7\u00f5es populares \u00e0 categoria de elementos universais, trazendo, para isso, os s\u00edmbolos arquetipicos da cultura brasileira, j\u00e1 mesclada de matrizes africanas e ind\u00edgenas. \u00c9 nossa terra, nossa gente e nossa alma. Sinto orgulho por sua literatura, ao mesmo tempo, saudade destes causos que adoraria ter escutado na voz da pr\u00f3pria autora.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Wagner Fernandes Fonseca<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-2623\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-18.42.39-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-18.42.39-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-18.42.39-300x300.jpeg 300w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-18.42.39-150x150.jpeg 150w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-18.42.39-768x768.jpeg 768w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-18.42.39.jpeg 871w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>A fant\u00e1stica escritora Ruth Guimar\u00e3es escreveu sobre minha tradu\u00e7\u00e3o de \u201cGente Pobre\u201d de Dostoi\u00e9vski.<br \/>\n\u201cNo seu primeiro romance, esse russo inef\u00e1vel, j\u00e1 os 25 anos de idade, d\u00e1 voz \u00e0quela gente que n\u00e3o tem de seu sen\u00e3o os sentimentos. Gente que conhecemos, ele na Sib\u00e9ria e n\u00f3s aqui. Homens e mulheres que passam por n\u00f3s nas ruas, no metr\u00f4, abandonados pelos poderes e pela justi\u00e7a dos homens. Gente de quem Lu\u00eds Avelima conhece o pulsar. E, a bordo dessa viv\u00eancia, por v\u00e1rios mundos, inclu\u00edda a\u00ed a Sib\u00e9ria de Dostoievski, onde esteve de resid\u00eancia na R\u00fassia, nos ajuda a trazer para o portugu\u00eas o que parecia que s\u00f3 a l\u00edngua cir\u00edlica poderia traduzir.<br \/>\nA tradu\u00e7\u00e3o que Lu\u00eds Avelima nos traz de Dostoi\u00e9vski \u00e9 t\u00e3o singular quanto doce, e t\u00e3o suave quanto tr\u00e1gica (&#8230;)\u201d<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Luis Avelima<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-2612\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-22.32.22-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-22.32.22-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-22.32.22-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>Desde o ano passado, a profundidade da pesquisa da hist\u00f3ria e legado de Ruth Guimar\u00e3es nos deu \u00edmpeto para florear seus espa\u00e7os e seu tempo, e no in\u00edcio do ano a Cia C\u00e1ssio B e convidados come\u00e7aram os grupos de estudo do livro &#8220;\u00c1gua Funda&#8221; para a produ\u00e7\u00e3o de um curta metragem baseado na obra. Com o apoio da J\u00fania Botelho, do Joaquim Botelho e do Marcos Botelho, filhos da autora, vamos conseguir realizar esse feito, com muita emo\u00e7\u00e3o e responsabilidade.<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2611 size-full\" src=\"http:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/instituto-ruth-guimaraes2-768x516-1.jpeg\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" width=\"768\" height=\"516\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/instituto-ruth-guimaraes2-768x516-1.jpeg 768w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/instituto-ruth-guimaraes2-768x516-1-300x202.jpeg 300w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/instituto-ruth-guimaraes2-768x516-1-272x182.jpeg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" title=\"\">E neste \u00faltimo s\u00e1bado, 13 de abril de 2024, tivemos uma tarde preciosa e enriquecedora com o @jmbotelho sobre o livro \u00c1gua Funda, sobre Ruth enquanto artista, cronista, autora, escritora, mulher, m\u00e3e e ativista, al\u00e9m de suas vastas e infinitas qualidades e feitos. Foi algo tocante, emocionante e poderoso, pois sentimos o toque genu\u00edno da grande mestra em nosso trabalho!<\/p><p>Essa galera \u00e9 o elenco que estrelar\u00e1 o curta metragem \u00c1gua Funda em alguns meses, dirigido e adaptado por @cassioborgess, com produ\u00e7\u00e3o audiovisual da @eggstormprod e com apoio na pesquisa de @julianissis, @patriciaguiasantos, @juniagb e @jmbotelho, produ\u00e7\u00e3o de @gegeovana e @eusoucarolserra, al\u00e9m de ser financiado pela Lei Paulo Gustavo.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Cassio Borges<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-2431\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-06-at-18.20.27-1-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-06-at-18.20.27-1-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-06-at-18.20.27-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-06-at-18.20.27-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-06-at-18.20.27-1.jpeg 396w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>Meu nome \u00e9 Marcos Guimar\u00e3es Botelho, sou o sexto filho de Ruth Guimar\u00e3es.<br \/>\nRuth n\u00e3o era somente escritora, era tamb\u00e9m folclorista e agente cultural. Ela levava a cultura popular para muitos lugares. N\u00f3s, os filhos, \u00e9ramos seus assistentes. Cada um de n\u00f3s tinha uma fun\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEu gosto de fazer cen\u00e1rios, de montar a ilumina\u00e7\u00e3o, de decorar os ambientes. Ent\u00e3o eu acompanhava a montagem de exposi\u00e7\u00f5es. Somos de Cachoeira Paulista, no Vale do Para\u00edba, mas n\u00e3o nos limit\u00e1vamos \u00e0 regi\u00e3o. Fizemos exposi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, no sesc Vila Nova, no sesc do Carmo, no Parque do Ibirapuera, onde hoje acontece as bienais, em Santos no Est\u00e1dio Municipal.<br \/>\nAs exposi\u00e7\u00f5es eram para valorizar os artesanatos e os artistas do fundo do Vale, traz\u00edamos material em madeira, argila, cordas.<br \/>\nAntes de fazer a montagem, era necess\u00e1rio fazer o contato com os expositores. Hoje, com o celular e a internet, \u00e9 muito mais f\u00e1cil chegar at\u00e9 as pessoas, mas nos anos 1970 a 1995 o contato era pessoal. Era preciso ir onde o artista estava, falar com os familiares para conseguir o endere\u00e7o. Era preciso se preparar com muita anteced\u00eancia para que tudo funcionasse bem. E para ter tempo de coletar o material.<br \/>\nAl\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es, Ruth organizou encontros de folias de Reis, de congadas, de Mo\u00e7ambique, de dan\u00e7a de fita. Era muita gente e t\u00ednhamos que dar conta da log\u00edstica.<br \/>\nAprendi com o meu pai a trabalhar com fotografia. Eu tamb\u00e9m era encarregado de fazer o registro fotogr\u00e1fico dos eventos. Participamos inclusive de programas de TV como o do Airton e Lolita Rodrigues, que apresentavam o Almo\u00e7o com as estrelas e da estreia do programa da TV Cultura com o cantor Aguinaldo Rayol.<br \/>\nHoje eu colaboro nos eventos do Instituto Ruth Guimar\u00e3es, que fica na ch\u00e1cara onde Ruth nasceu. Ali fizemos um trabalho paisag\u00edstico enorme, porque a ch\u00e1cara tem mais de mil metros quadrados. Ainda tem muito o que se fazer. Mesmo assim os eventos, antes da pandemia, estavam abertos ao p\u00fablico e a ch\u00e1cara, que virou Instituto, esteve aberta para visita\u00e7\u00e3o. Continuo cuidando da ilumina\u00e7\u00e3o e da decora\u00e7\u00e3o, cuido dos equipamentos de som, ajudo a organizar os eventos, ajudo a fazer acontecer.<\/p><\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-1615\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/marcel-1-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/marcel-1-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/marcel-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/marcel-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/marcel-1.jpeg 762w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>Alguns professores permanecem nas nossas lembran\u00e7as por toda a nossa estada neste plano terreno. Entretanto, a intelig\u00eancia, cultura, sensibilidade e, sobretudo o amor e dedica\u00e7\u00e3o de alguns professores, por ensinar e encaminhar jovens estudantes para o lado certo de um futuro incerto, engrandecem e valorizam a t\u00e3o desvalorizada nobre arte da transfer\u00eancia de sabedoria. E esse foi o legado deixado pela professora Ruth Guimar\u00e3es, que me faz sentir orgulho de ter sido seu aluno, com recorda\u00e7\u00f5es de momentos memor\u00e1veis e marcantes da minha vida estudantil. Alguns engra\u00e7ados, mas nem por isso deixaram de ter aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e li\u00e7\u00f5es muito adequadas para personalidades em forma\u00e7\u00e3o, como foi o meu caso. Estou falando da d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo passado.. rsrsrs. Sempre que tenho oportunidade, entre amigos e fam\u00edlia, quando o assunto \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, fa\u00e7o quest\u00e3o de relembrar, pelo menos de tr\u00eas passagens com a nobre professora.<br \/>\nA primeira foi quando fiquei sabendo, no in\u00edcio do ano letivo, acho que em 1972, que a nossa professora de portugu\u00eas seria Ruth Guimar\u00e3es, famosa nos meios acad\u00eamicos. Eu tinha uma letra horr\u00edvel, consequ\u00eancia da minha mania de efici\u00eancia: escrever e prestar aten\u00e7\u00e3o no professor, ao mesmo tempo, sem olhar no caderno. Alguns algoritmos que s\u00f3 eu entendia. Queria impressionar a professora e como sabia que ela gostava de acompanhar individualmente cada aluno, verificando os nossos cadernos toda aula, tratei de mudar a minha letra aprimorando a minha t\u00e1tica. Deu certo e ganhei alguns inesperados e fant\u00e1sticos elogios que foram incr\u00edveis para a minha motiva\u00e7\u00e3o em aprender o portugu\u00eas e ser r\u00e1pido na escrita, por\u00e9m caprichoso.<br \/>\nA segunda passagem foi de certa forma consequ\u00eancia da primeira. Eu estava mais motivado do que nunca em aprender portugu\u00eas com a gabaritada professora Ruth Guimar\u00e3es, principalmente depois dos elogios que tinha recebido e resolvi mudar de lugar na sala de aula, ficando mais pr\u00f3ximo da minha idolatrada professora. Nunca fui da turma do fund\u00e3o. Era mais da turma do meio da sala. Sentei na primeira carteira, pois era uma forma tamb\u00e9m de ter sucesso no meu novo m\u00e9todo de escrita: atento, r\u00e1pido e caprichoso. Acho que mais alunos de portes f\u00edsicos um pouco mais avantajados, mais altos, tamb\u00e9m tiveram a mesma ideia e resolveram se sentar na frente, nas primeiras carteiras. Evidentemente que a professora, com a sua sabedoria e experi\u00eancia, logo percebeu que v\u00e1rios alunos seriam prejudicados e, imediatamente, resolveu por em pr\u00e1tica o seu senso organiza\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a, realocando os alunos de acordo com o tamanho, ou seja, os menores alunos nas primeiras carteiras. Da\u00ed veio a minha suposta esperteza. Simulei uma dificuldade para enxergar, fechando os e fixando os olhos no quadro negro. A professora logo percebeu e o plano, aparentemente tinha dado certo, n\u00e3o fosse a cartinha escrita pela professora Ruth para os meus pais, informando o problema e solicitando solu\u00e7\u00f5es. O resultado foi o aprendizado do velho chav\u00e3o de que a mentira tem perna curt\u00edssima e, os meus pais, muito s\u00e9rios, exigiram uma retrata\u00e7\u00e3o da minha parte junto \u00e0 professora, que a fiz, com muita vergonha. Acho que ela encarou com bom humor e entendeu que tudo o que eu queria era estar mais pr\u00f3ximo dos seus ensinamentos.<br \/>\nA terceira passagem foi uma tarefa valendo nota, um trabalho de criatividade solicitado pela professora. Era v\u00e9spera dos treze primeiros dias de junho, quando se celebrariam a Festa de Santo Ant\u00f4nio, padroeiro da nossa cidade de Cachoeira Paulista. Nosso grupo de classe decidiu montar um pequeno quiosque na Pra\u00e7a Prado Filho, onde ocorreria a festa, para vendermos livros de literatura. Para chamarmos a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para o nosso quiosque, compramos a genial ideia de marketing de um primo, tamb\u00e9m participante do grupo, Sebasti\u00e3o Fortes, de colocarmos no quiosque um jegue, isso mesmo, um jumento que ele tinha na fazenda do pai, com uma placa pendurada no pesco\u00e7o com os seguintes dizeres: \u201cEU N\u00c3O QUIS ESTUDAR E ME TORNEI UM BURRO\u201d. N\u00e3o preciso comentar que o jegue foi um tremendo sucesso de p\u00fablico e o trabalho, como um todo, muito aplaudido e elogiado pela professora Ruth Guimar\u00e3es, que nos deu a nota m\u00e1xima. Infelizmente, as vendas foram muito modestas, mas as li\u00e7\u00f5es aprendidas muito mais valiosas.<br \/>\nH\u00e1 ainda outras importantes passagens, como a participa\u00e7\u00e3o e interfer\u00eancia da nobre e querida professora na determina\u00e7\u00e3o em ajudar um aluno da sala de aula, muito pobre, que realmente precisava de \u00f3culos.<br \/>\nAgrade\u00e7o muito as li\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia, seriedade, sensibilidade, bondade, dedica\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia do ser humano e profissional que foi a professora Ruth Guimar\u00e3es, tendo sido um diferencial, no ensino e forma\u00e7\u00e3o de jovens da minha \u00e9poca. Um privil\u00e9gio para poucos num pa\u00eds como o nosso, cuja educa\u00e7\u00e3o e educadores n\u00e3o recebem o devido e merecido valor.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Marcel Magalh\u00e3es<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-1585\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>Um tempo desses estava me recordando de minha adolesc\u00eancia durante uma aula no curso de fotografia.<\/p><p>A professora havia perguntado qual foi o primeiro contato de cada aluno com o universo da fotografia.<\/p><p>Esse questionamento me fez viajar nas minhas mem\u00f3rias at\u00e9 meados dos anos 90, no sobradinho ao lado da casa de Dona Ruth e Seu Zizinho.<\/p><p>\u00c0 \u00e9poca, eu havia me inscrito no projeto da &#8220;Guarda Mirim&#8221; e estava participando de oficinas ministradas pela Dona Ruth, Seu Zizinho e pela Junia.<\/p><p>Foi ali que tive contato com alguns textos e poesias de Dona Ruth. Com a Junia eu aprendi a cantar uma can\u00e7\u00e3o em franc\u00eas, da qual me recordo at\u00e9 hoje com carinho (e possivelmente as \u00fanicas palavras que sei dessa bela l\u00edngua).<\/p><p>Mas foi com o Seu Zizinho que eu me encantei mais. Pois foi ele que me apresentou a esse universo m\u00e1gico da fotografia. Fou ali, naquele andar superior que a sementinha foi plantada. Ele explanava com uma paix\u00e3o contida sobre o poder do olhar, da luz e dos \u00e2ngulos. Ele nos apresentava conceitos b\u00e1sicos da mec\u00e2nica fotogr\u00e1fica, como abertura do diafragma e velocidade do obturador.<\/p><p>Eu ouvia, encantado, a seus ensinamentos que mais pareciam uma linda melodia em forma de par\u00e2metros de luz e sombras.<\/p><p>Infelizmente, por diversos fatores eu n\u00e3o mais tive contato com esse universo at\u00e9 recentemente. Mas a semente estava ali, plantada, vi\u00e1vel, esperando o tempo certo para florescer.<\/p><p>Mas a semente brotou, iniciou o seu desenvolvimento e no seu tempo germinou. Lan\u00e7ou suas ra\u00edzes fundo em minha alma e seus galhos em forma dos primeiros trabalhos. A jornada do florescimento ainda \u00e9 um longo processo, mas o jardineiro Seu Zizinho fez um bom trabalho de plantio e aduba\u00e7\u00e3o e at\u00e9 hoje \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Gray Cardoso<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-1477\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-19.04.40-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-19.04.40-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2024-05-03-at-19.04.40-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>Em 2010, quando assumiu a presid\u00eancia da UBE &#8211; Uni\u00e3o Brasileira de Escritores &#8211; Joaquim Maria Botelho convidou-me para ser o diretor de Comunica\u00e7\u00e3o de sua gest\u00e3o. Nem ele sabe, e o revelo agora, que um dos motivos que me levaram a aceitar o desafio foi a perspectiva de, j\u00e1 entrando nos meus outonos, realizar um sonho de garoto leitor: conhecer e conviver com aquelas pessoas que compartilhavam conosco o talento da escrita, transportando para o papel hist\u00f3rias e causos da vida como ela \u00e9 ou de como poderia ser nas asas da imagina\u00e7\u00e3o. Das reuni\u00f5es protocolares aos papos informais, veio o hist\u00f3rico Congresso Brasileiro de Escritores realizado em novembro de 2011 em Ribeir\u00e3o Preto. Embora j\u00e1 a conhecesse pessoalmente, foi ali que se me revelou o perfil definitivo da autora de \u00c1gua Funda e dos seus Filhos do Medo. Eu me perguntava: como \u00e9 que aquela mulher conseguia conciliar sua atribulada vida pessoal com a miss\u00e3o de ensinar e descreve-la em palavras e signos sem deixar revelar qualquer azedume ou ind\u00edcios de autocomisera\u00e7\u00e3o. Fui entende-la um pouco mais, mas nunca o bastante para decifr\u00e1-la, a partir da conviv\u00eancia com os filhos dela, Joaquim na proa. De Ruth Guimar\u00e3es tudo o que se disser com o intuito de definir o ser humano que ela foi talvez n\u00e3o seja suficiente. A resposta est\u00e1 no seu legado. Para ela dedico um s\u00f3 adjetivo, que considero a s\u00edntese da mulher-tudo: singular. Fui um privilegiado por ter bebido um golinho na sua fonte. Obrigado, senhora!<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Daniel Pereira<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-1472\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MG_4357-75x75.jpg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MG_4357-75x75.jpg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MG_4357-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>A pessoa Ruth Guimar\u00e3es dizia que suas credenciais eram ser: mulher, escritora, negra e caipira. E acrescento ainda que era m\u00e3e, professora. E principalmente educadora em parceria com seu primo, marido e companheiro Jos\u00e9 Botelho. Na cidade em que nasceu ela \u00e9 a dona Ruth, muito simplesmente.<br \/>\nQuanto a descoberta do dom de escrever e de n\u00f3s sermos incentivados; ela n\u00e3o descobriu, quando viu j\u00e1 estava fazendo. O incentivo era o modelo di\u00e1rio. Lemos porque ela lia, escrevemos porque ela escrevia, fazemos cultura porque a acompanh\u00e1vamos em todos os eventos desde que nascemos. Ajud\u00e1vamos a fazer fichas bibliogr\u00e1ficas para os seus livros, a pesquisar ilustra\u00e7\u00f5es \u2013 quando nos demos conta j\u00e1 est\u00e1vamos fazendo tamb\u00e9m. Porque era natural como andar ou falar.<br \/>\nQuanto a condi\u00e7\u00e3o de ser negra, para ela n\u00e3o existiu fase dif\u00edcil para ser escritor, em virtude de preconceito, falta de reconhecimento, censura, etc. Os processos externos n\u00e3o existiam. Ela n\u00e3o escrevia para obter gl\u00f3ria ou fama. Escrevia porque era necess\u00e1rio, escrevia como respirava. Era ela e sua m\u00e1quina de escrever, suas pilhas de papel em cima da mesa, a filharada toda em volta, o marido acompanhando. Viver era sua prioridade, seus livros iam se fazendo. A cor de sua pele nunca a impediu de trabalhar, nem escrever. Ela sempre foi admirada entre seus pares: incentivada por M\u00e1rio de Andrade e Amadeu Amaral, Jos\u00e9 Paulo Paes e tantos outros. Era a ca\u00e7ula da turma, o jovem talento. A censura nunca a atingiu porque suas cr\u00edticas eram inteligentes e impl\u00edcitas. E mesmo quando explicitas n\u00e3o a expuseram o suficiente. Ela e o marido trabalharam juntos como rep\u00f3rter e fot\u00f3grafo da Revista Manchete e tiveram que fugir algumas vezes para n\u00e3o perderem suas reportagens. Driblaram seus perseguidores. Mas era apenas uma aventura, n\u00e3o um percal\u00e7o. N\u00e3o foi dif\u00edcil para eles, primeiro porque estavam juntos e segundo porque viver era preciso.<br \/>\nDiante de tudo e de enfrentar a S\u00edndrome de Alport em tr\u00eas de seus filhos, Ruth para mim foi e \u00e9 um exemplo de vida, guerreira, com austeridade e com simplicidade.<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Olavo Guimar\u00e3es Botelho<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial testimonial post-1466\"><div class=\"wpmtst-testimonial-inner testimonial-inner\"><div   class=\"wpmtst-testimonial-content testimonial-content\"><div class=\"wpmtst-testimonial-image testimonial-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"75\" height=\"75\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/rosangela-cardoso-75x75.jpeg\" class=\"attachment-widget-thumbnail size-widget-thumbnail wp-post-image\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/rosangela-cardoso-75x75.jpeg 75w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/rosangela-cardoso-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px\" title=\"\"><\/div><div class=\"maybe-clear\"><\/div><p>Gente, preciso partilhar as minhas impress\u00f5es sobre a leitura de \u00c1gua Funda, de dona Ruth Guimar\u00e3es, escritora e intelectual negra. Nossa! Eu li de uma sentada, nunca me senti t\u00e3o acolhida, parece que era minha m\u00e3e contando os causos&#8230; v\u00e1rias passagens me s\u00e3o muito familiares. tem uma cantiga que minha m\u00e3e tentava ensinar eu e minha irmanzinha cantar, rsrsrs, a m\u00e3e dizia que uma devia fazer a primeira e a outra a segunda voz, mas a gente desembestava num ritmo s\u00f3 e desafinado, a m\u00e3e proferia uma meia d\u00fazia de cruzincredu e parava com a ensin\u00e2ncias, rsrsrs. A cantiga est\u00e1 no romance e me tirou l\u00e1grimas ao ler, \u00e9 assim:<br \/>\n &#8220;Cada vez que o galo canta, ai, ai,<br \/>\nEu tamb\u00e9m quero cantar, ai, ai,<br \/>\nGalo canta de alegria, ai, ai,<br \/>\nEu canto pra n\u00e3o chorar, ai, ai.<br \/>\nNa hora que o galo canta, ai, ai,<br \/>\nL\u00e1 pras bandas de onde eu moro, ai, ai,<br \/>\nQuando me aperta a saudade, ai, ai,<br \/>\nSaio no terreiro e choro, ai, ai&#8221;.<br \/>\nEu e a Divina Cardoso desembest\u00e1vamos no aiaiaiai e segu\u00edamos ribanceira abaixo, rsrsrsrs<br \/>\nQuero aqui deixar registrada a minha emo\u00e7\u00e3o, gratid\u00e3o e felicidade proporcionada por esta leitura. Assim, sugiro que comprem o livro, Divina Cardoso, Ivone Cardoso, Leidiane Cruz, Pola Bonadio,Fabr\u00edcio Cardoso, Marcelo Cruz Antonio Gon\u00e7alves Luceny Gooh Luis Augusto Jabiraka enfim, fam\u00edlia Cardoso em geral, vcs v\u00e3o constatar todas as lembran\u00e7as da Dindinha contando hist\u00f3rias pra gente, por meio deste romance. \u00c9 lindo!!!!!?????<br \/>\nDona Ruth gostava de ressaltar que era caipira, assim como n\u00f3s somos e a Dindinha tamb\u00e9m dizia. #Somosmesmocaipiras #Somosdomato #CausosdeMinas<\/p><\/div><div class=\"wpmtst-testimonial-field testimonial-field testimonial-name\">Rosangela Cardoso<\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caro Amigo do Instituto Ruth Guimar\u00e3es, Este \u00e9 o seu espa\u00e7o: Deixe seu recado clicando aqui. Importante &#8211; Os depoimentos deixados nesta \u00e1rea s\u00e3o de inteira responsabilidade de seus autores. Nossa equipe ir\u00e1 analisar e publicar em seguida. Agradecemos sua participa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1314","page","type-page","status-publish","hentry","post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1314"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1314\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1349,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1314\/revisions\/1349"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}