{"id":1478,"date":"2021-03-02T23:12:00","date_gmt":"2021-03-03T02:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/?p=1478"},"modified":"2021-03-02T23:16:44","modified_gmt":"2021-03-03T02:16:44","slug":"premiacao-do-concurso-zizinho-botelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/premiacao-do-concurso-zizinho-botelho\/","title":{"rendered":"Premia\u00e7\u00e3o do Concurso &#8220;Zizinho Botelho&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Agradecemos a participa\u00e7\u00e3o, prestigiando assim a celebra\u00e7\u00e3o para o centen\u00e1rio de Ruth Guimar\u00e3es e agora o de seu marido, fot\u00f3grafo, que tamb\u00e9m estaria completando 100 anos, Zizinho Botelho.<br \/>\nFicamos agradavelmente surpreendidos com a qualidade das fotografias e a escolha n\u00e3o foi f\u00e1cil!<br \/>\nOs vencedores conjugaram: criatividade, originalidade, pertin\u00eancia com o tema e t\u00e9cnica.<br \/>\nAbaixo, as fotos premiadas.<\/p>\n<p><b><i>Fotografia \u00e9, em ess\u00eancia, a arte de colocar a luz nos lugares certos para obter o efeito est\u00e9tico desejado.<\/i><\/b><\/p>\n<p>A pontua\u00e7\u00e3o foi de 0 a 5<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1479 alignleft\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/10-225x300.png\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" width=\"293\" height=\"391\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/10-225x300.png 225w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/10-768x1024.png 768w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/10-1152x1536.png 1152w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/10-1536x2048.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><strong>1\u00ba lugar, com 4,96 pontos:<\/strong>\u00a0 &#8211;\u00a0<em>A foto de n\u00famero 10, que a concorrente Caroline Rosa inscreveu, \u00e9 um bom exemplo do aproveitamento da luz. O que, primeiro, chama a aten\u00e7\u00e3o na foto \u00e9 uma explos\u00e3o de luminosidade no c\u00e9u, atr\u00e1s da personagem central que aparece quase como silhueta.<\/em><\/p>\n<p><em>Detendo-nos um pouco nos detalhes, vemos livros na regi\u00e3o \u00e1urea da foto (o ret\u00e2ngulo de Fibonacci, ou ret\u00e2ngulo de ouro), mais \u00e0 esquerda livro e caneta na perna da menina e, como se o olhar seguisse em espiral, o rosto da menina voltado para um lugar que pode ser o futuro. Para completar o quadro, atr\u00e1s, o mato, e, \u00e0 frente, o ch\u00e3o. Dois elementos perenes na obra de Ruth Guimar\u00e3es, que tratou da natureza e da integra\u00e7\u00e3o da pessoa com a sua terra. \u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A espiral: c\u00e9u, livro, caneta na m\u00e3o e o rosto. A composi\u00e7\u00e3o justifica plenamente o que a autora escreveu para descrever a sua foto: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Baseado na fala de Ruth \u201cMulher, negra, pobre e caipira \u2013 eis as minhas credenciais\u201d, num discurso na Bienal Nestl\u00e9 de Literatura, em 1983<\/p>\n<p>foi a base da fotografia, utilizando de elementos como ch\u00e3o de terra, sol e uma crian\u00e7a negra sentada com livros representando a inf\u00e2ncia de Ruth e o caminho grandioso que ela iria passar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><em> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1480 alignright\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/15-225x300.jpg\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" width=\"297\" height=\"396\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/15-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/15-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/15-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/15-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/15-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><strong>2\u00ba &#8211; lugar, com 4,85 pontos<\/strong> &#8211; <\/em><em>A foto de n\u00famero 15, que o concorrente Diego Pereira Martins Cardoso chamou de \u201cA canoa, o rio e a ponte\u201d, traz uma composi\u00e7\u00e3o feliz dos tr\u00eas principais preceitos de uma boa fotografia: linha, massa e movimento. Diego, no momento da inscri\u00e7\u00e3o, justificou a sua foto com esta descri\u00e7\u00e3o: \u201c<\/em>O rio foi local onde a escritora Ruth Guimar\u00e3es promovia campeonato de pescaria e tamb\u00e9m apreciava as corridas de canoa\u201d.<\/p>\n<p><em>H\u00e1 na foto dois eixos \u2013 a ponte, horizontal, e a canoa, vertical. O registro da marola, na \u00e1gua, indica o movimento para a frente, vencendo a massa da \u00e1gua na dire\u00e7\u00e3o de um ponto desejado, que se pode imaginar que seja o c\u00e9u, como met\u00e1fora de futuro grandioso. Os arcos da ponte contribuem para dar movimento horizontal, na sua composi\u00e7\u00e3o refletida que mistura c\u00e9u e rio.<\/em><\/p>\n<p><em>No piso da canoa, folhas, e nas paredes, cracas da idade. Detalhes que evocam a iman\u00eancia do tempo nos artefatos utilizados pelas pessoas simples. \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1481 alignleft\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22-300x200.jpg\" alt=\"Ruth Guimar\u00e3es\" width=\"399\" height=\"266\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22-768x512.jpg 768w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22-272x182.jpg 272w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/22.jpg 1620w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/>3\u00ba lugar, com 4,59 pontos<\/strong>\u00a0 &#8211; <em>Esta foto, da concorrente Amanda Costa Paiva, traz um jogo de luz e sombras que lhe d\u00e1 especial encanto. O ponto de converg\u00eancia da luz conduz o olhar do observador para objetos que simbolizam o esp\u00edrito e a ocupa\u00e7\u00e3o de Ruth Guimar\u00e3es. Materiais artesanais, os \u00f3culos e a toalhinha de bordas rendadas, tudo numa assimetria que revela aquele certo descaso pela ordem impec\u00e1vel que a literatura da \u00e9poca de \u00c1gua Funda exigia. Mas h\u00e1 outro componente a guiar o movimento do olhar: as duas cadeiras, \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, formam quase paredes, ou molduras, a conduzir para os elementos centrais.\u00a0 \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A massa est\u00e1 presente na madeira firme dos m\u00f3veis. O autor deu o t\u00edtulo de \u201cBroa de fub\u00e1\u201d, mas o ponto revelador do ret\u00e2ngulo de Fibonacci, que atrai a aten\u00e7\u00e3o, est\u00e1, curiosamente, na dobra da toalhinha, que se lan\u00e7a como a registrar a indisciplina e a rejei\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 arrumado demais \u2013 uma refer\u00eancia do confronto entre Modernismo e Romantismo, muito presente na obra de Ruth Guimar\u00e3es.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agradecemos a participa\u00e7\u00e3o, prestigiando assim a celebra\u00e7\u00e3o para o centen\u00e1rio de Ruth Guimar\u00e3es e agora o de seu marido, fot\u00f3grafo, que tamb\u00e9m estaria completando 100 anos, Zizinho Botelho. Ficamos agradavelmente surpreendidos com a qualidade das fotografias e a escolha n\u00e3o foi f\u00e1cil! Os vencedores conjugaram: criatividade, originalidade, pertin\u00eancia com o tema e t\u00e9cnica. Abaixo, as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1479,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1478","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-noticias","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-none"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1478"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1478\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1484,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1478\/revisions\/1484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}