{"id":2118,"date":"2023-04-24T16:53:59","date_gmt":"2023-04-24T19:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/?p=2118"},"modified":"2023-04-24T16:53:59","modified_gmt":"2023-04-24T19:53:59","slug":"o-centenario-de-ruth-guimaraes-reaviva-obra-no-limite-entre-erudito-e-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/o-centenario-de-ruth-guimaraes-reaviva-obra-no-limite-entre-erudito-e-popular\/","title":{"rendered":"O centen\u00e1rio de Ruth Guimar\u00e3es reaviva obra no limite entre erudito e popular"},"content":{"rendered":"<h2>Escritora de &#8216;\u00c1gua Funda&#8217; foi a primeira negra a ganhar proje\u00e7\u00e3o nacional, com o romance publicado em 1946<\/h2>\n<p>Reportagem de Tayguara Ribeiro<\/p>\n<p>(Folha de S. Paulo, 13.nov.2020)<\/p>\n<p>Era um terreno com muitas \u00e1rvores, perto do rio Para\u00edba e perto do trilho do trem. Ali cresceu e ganhou corpo\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2008\/09\/446544-ruth-guimaraes-discipula-de-mario-de-andrade-toma-posse-na-apl.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma paix\u00e3o pela leitura que levaria Ruth Guimar\u00e3es a transpor os limites da pequena cidade de Cachoeira Paulista, no interior de S\u00e3o Paulo<\/a>. Naquela casa onde nasceu, cresceria uma imagina\u00e7\u00e3o que, transposta para o papel, ganharia vida em mais de 51 livros entre ensaios folcl\u00f3ricos, romances, contos, tradu\u00e7\u00f5es e cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>A mescla entre erudi\u00e7\u00e3o e cultura popular que Ruth Guimar\u00e3es imprimiu em boa parte de sua obra e o pioneirismo de ter sido uma das primeiras mulheres negras a ter um romance publicado no Brasil mostram a import\u00e2ncia de revisitar sua produ\u00e7\u00e3o neste 2020, que marca seu centen\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_2067\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2067\" class=\"wp-image-2067 size-medium\" title=\"\u00c1gua Funda - Ruth Guimar\u00e3es\" src=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/agua-funda-ruth-guimaraes-202x300.jpg\" alt=\"\u00c1gua Funda - Ruth Guimar\u00e3es\" width=\"202\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/agua-funda-ruth-guimaraes-202x300.jpg 202w, https:\/\/institutoruthguimaraes.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/agua-funda-ruth-guimaraes.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px\" \/><p id=\"caption-attachment-2067\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1gua Funda &#8211; Ruth Guimar\u00e3es<\/p><\/div>\n<p>Guimar\u00e3es foi a primeira escritora negra brasileira a ganhar proje\u00e7\u00e3o nacional. O romance \u201c\u00c1gua Funda\u201d, publicado em 1946, rompeu barreiras n\u00e3o s\u00f3 para ela, mas tamb\u00e9m para gera\u00e7\u00f5es de outros escritores negros que sentiram em seu trabalho representatividade cultural e incentivo para ousar buscar um espa\u00e7o.\u00a0<a href=\"https:\/\/m.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2014\/05\/1457956-morre-ruth-guimaraes-da-academia-paulista-de-letras-aos-93-anos.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ela morreu em 21 de maio de 2014, aos 93 anos<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;A Ruth \u00e9 conhecida pelo romance &#8216;\u00c1gua Funda&#8217;, essa \u00e9 sua grande obra&#8221;, diz o escritor\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2018\/05\/livro-resgata-carolina-maria-de-jesus-tantas-vezes-condenada-ao-esquecimento.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tom Farias, autor do livro &#8220;Carolina: Uma Biografia&#8221;<\/a>, sobre<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/07\/obra-de-carolina-maria-de-jesus-e-quase-toda-inedita-60-anos-depois-de-sua-estreia.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0a escritora Carolina Maria de Jesus<\/a>, e curador da FlinkSampa, festa de literatura e cultura negra.<\/p>\n<p>&#8220;Penso que a \u00e1rea dela era realmente a fic\u00e7\u00e3o e &#8216;\u00c1gua Funda&#8217; \u00e9 sua obra m\u00e1xima&#8221;, diz. Farias lembra, no entanto, que existe muito material sobre Ruth Guimar\u00e3es ainda a ser explorado \u2013&#8221;o universo dela \u00e9 muito grande&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2008, a escritora assumiu uma cadeira na Academia Paulista de Letras. Guimar\u00e3es era formada em filosofia pela Universidade de S\u00e3o Paulo e tradutora do latim, tendo vertido ao portugu\u00eas &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, \u00fanico romance latino da Antiguidade a sobreviver at\u00e9 os nossos dias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de &#8220;\u00c1gua Funda&#8221;, outra marcante cria\u00e7\u00e3o da escritora foi &#8220;Calidosc\u00f3pio &#8211; A Saga de Pedro Malazarte&#8221;, fruto de uma pesquisa que reuniu centenas de hist\u00f3rias sobre esse peculiar personagem do imagin\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/acervo.folha.com.br\/leitor.do?numero=2151&amp;keyword=%22Ruth+Guimaraes%22&amp;anchor=4424935&amp;origem=busca&amp;originURL=&amp;pd=d7c17e84631fc1c619e959f8da9d6404\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guimar\u00e3es foi cronista deste jornal entre 1961 e 1969<\/a>\u00a0e entrevistou, no come\u00e7o de 1969, \u00c9rico Ver\u00edssimo.<\/p>\n<p>Para celebrar seu centen\u00e1rio, a Faro Editoral publicou neste ano &#8220;Contos Negros&#8221; e &#8220;Contos \u00cdndios&#8221;, dois livros in\u00e9ditos da autora. Outros dois devem ser lan\u00e7ados no primeiro semestre do ano que vem, &#8220;Contos da Terra e do C\u00e9u&#8221; e &#8220;Contos de Encantamento&#8221;.<\/p>\n<p>Os livros tratam de espiritualidade e misticismo e s\u00e3o parte do trabalho de campo em que Guimar\u00e3es pesquisou, no Vale do Para\u00edba, no sul de Minas Gerais e nas cidades paulistas de Bragan\u00e7a Paulista, Atibaia, Suzano e Mogi das Cruzes, hist\u00f3rias afro-brasileiras e ind\u00edgenas passadas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o oralmente.<\/p>\n<p>Outra homenagem ocorre na oitava edi\u00e7\u00e3o da FlinkSampa, nos dias 19 e 20 de novembro, que, organizada pela Universidade Zumbi dos Palmares e pela ONG Afrobras, lan\u00e7a a edi\u00e7\u00e3o comemorativa de 70 anos do livro \u201cOs Filhos do Medo\u201d, em que a escritora aborda as supersti\u00e7\u00f5es em torno do diabo que rondam boa parte do imagin\u00e1rio popular.<\/p>\n<p>Mesmo que &#8220;\u00c1gua Funda&#8221; seja o livro mais famoso e lembrado da autora, seu filho, Joaquim Maria Botelho, de 65 anos, conta que a m\u00e3e tinha um carinho especial por &#8220;Contos de Cidadezinha&#8221;, publicado em 1996. &#8220;Ela gostava e eu tamb\u00e9m. E acredito que foi [sua obra] mais madura&#8221;, diz o jornalista e tamb\u00e9m escritor.<\/p>\n<p>\u201cEscrevo para que, afinal? Para obter honra e gl\u00f3ria? Para poder dizer tudo o que penso?&#8221;, questiona a autora em um dos trechos do livro. &#8220;Ah! Eu conto hist\u00f3rias para quem nada exige e para quem nada tem. Para aqueles que conhe\u00e7o: os ing\u00eanuos, os pobres, os ignaros, sem erudi\u00e7\u00e3o nem filosofias. Sou um deles. Participo do seu mist\u00e9rio. Essa \u00e9 a \u00fanica humanidade dispon\u00edvel para mim.\u201d<\/p>\n<p>M\u00e3e de nove filhos, Guimar\u00e3es come\u00e7ou a carreira jovem e enfrentou muitos obst\u00e1culos. &#8220;Acho que ela n\u00e3o tinha a dimens\u00e3o da import\u00e2ncia que poderia ter&#8221;, diz Botelho sobre o in\u00edcio de carreira da escritora e de sua percep\u00e7\u00e3o, naquele momento, sobre a representatividade de ser a primeira mulher negra a publicar um livro de grande repercuss\u00e3o no Brasil, poucas d\u00e9cadas ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Claro que ela sabia que a vida dela enquanto negra era muito dif\u00edcil. Ela trabalhou em empregos modestos, lavou prato. Alguns patr\u00f5es, depois de um tempo, descobriram que ela tinha leitura, conhecimentos, e ela acabou virando secret\u00e1ria do Laborat\u00f3rios Torres [empresa farmac\u00eautica]&#8221;, conta Botelho sobre a chegada de Ruth Guimar\u00e3es a S\u00e3o Paulo. &#8220;Ela era muito interessada por literatura, desde jovem.&#8221;<\/p>\n<p>Ela chegou \u00e0 capital paulista aos 17 anos, logo depois da morte da m\u00e3e. Sozinha na cidade, conseguiu um emprego, alugou uma casa, na Vila Formosa, bairro da zona leste, e trouxe os irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Da inf\u00e2ncia, dos ensinamentos dos av\u00f3s e das andan\u00e7as pelo interior vieram as inspira\u00e7\u00f5es para contar as hist\u00f3rias, tradi\u00e7\u00f5es e sabedorias populares. Na juventude em S\u00e3o Paulo, por meio de colegas e dos trabalhos que exerceu na capital paulista, surgiram amizades com pessoas ligadas \u00e0 literatura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2019\/10\/biografia-de-mario-de-andrade-antecipa-centenario-da-semana-de-1922.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00e1rio de Andrade\u00a0<\/a>deu boas orienta\u00e7\u00f5es a ela quando a autora mostrou seus manuscritos. Os dois se conheceram no come\u00e7o dos anos 1940, depois que Guimar\u00e3es enviou uma carta ao autor de &#8220;Macuna\u00edma&#8221;. Ela mostrou a ele as pesquisas que tinha feito e que resultaram no livro &#8220;Os Filhos do Medo&#8221;.<\/p>\n<p>Da conviv\u00eancia com nomes como\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-100-anos\/2020\/06\/jorge-amado-declarou-amor-por-zelia-gattai-em-sua-coluna-na-folha.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Amado<\/a>\u00a0e P\u00e9ricles Eug\u00eanio da Silva Ramos surge admira\u00e7\u00f5es m\u00fatuas. Quando, aos 26 anos, ela publica &#8220;\u00c1gua Funda&#8221;,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/antonio-candido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ant\u00f4nio C\u00e2ndido<\/a>\u00a0faz cr\u00edticas favor\u00e1veis ao livro. Os dois se tornariam amigos a partir dali.<\/p>\n<p>Segundo Tom Farias, a obra da Ruth Guimar\u00e3es pode ser dividida em tr\u00eas ou quatro partes. A parte da fic\u00e7\u00e3o, com romance e contos, os estudos folcl\u00f3ricos brasileiros, as cr\u00f4nicas em jornais \u2013a escritora atuou em jornais da capital paulista, do interior e at\u00e9 de outros estados\u2013 e a poesia \u2014&#8221;ela \u00e9 precoce, come\u00e7ou a publicar com dez ou 13 anos poemas em jornais de Cachoeira Paulista&#8221;.<\/p>\n<p>Fernanda Rodrigues de Miranda diz que a pluralidade foi a marca da carreira de Guimar\u00e3es. &#8220;Ela tem uma produ\u00e7\u00e3o intelectual muito variada, que passa por v\u00e1rios g\u00eaneros discursivos, como conto, cr\u00f4nica, romance, tradu\u00e7\u00e3o. Mas ela era tamb\u00e9m uma grande pesquisadora, muito interessada nos universos culturais e simb\u00f3licos da regi\u00e3o do Vale do Para\u00edba&#8221;, diz a doutora em letras pela USP. &#8220;Ela recolheu desses universos algumas preciosidades, que depois se tornaram mat\u00e9ria-prima para sua escrita liter\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Miranda, Guimar\u00e3es trabalhava com os materiais que &#8220;aprendemos a entender como modernistas, a fala e a paisagem do Brasil profundo, a est\u00e9tica menos formalista e mais espont\u00e2nea, a presen\u00e7a de lendas, contos orais e o universo m\u00e1gico da cultura caipira&#8221;. Por\u00e9m, lamenta a pesquisadora, a escritora ficou \u00e0 margem dos processos de canoniza\u00e7\u00e3o modernista.<\/p>\n<p>Botelho lembra que problemas familiares dificultaram, em alguma medida, a presen\u00e7a da escritora nos c\u00edrculos liter\u00e1rios. &#8220;O meu pai ficou doente, com tuberculose, e ela precisou cuidar dos filhos. Depois de se afastar, retomar fica dif\u00edcil&#8221;, avalia ele.<\/p>\n<p>&#8220;O fato de ser negra, pobre, mulher e vinda do interior jogou contra ela na carreira&#8221;, diz o filho.<\/p>\n<p>Segundo Miranda, Guimar\u00e3es \u00e9 uma autora centen\u00e1ria que ainda precisa ser descoberta. &#8220;Ela n\u00e3o est\u00e1 nas escolas, por exemplo, e n\u00e3o aparece nos cursos de letras ainda&#8221;, diz. &#8220;Ela \u00e9 uma grande autora, seu romance traz uma elabora\u00e7\u00e3o est\u00e9tica para a experi\u00eancia de ser brasileiro e nos permite refletir sobre os nossos entraves, ainda herdeiros da velha s\u00edntese casa grande versus senzala.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, no Brasil, o sistema liter\u00e1rio se sustenta no silenciamento sist\u00eamico da autoria negra. Isso se aplicaria, segundo ela, a todas as inst\u00e2ncias do texto, desde a pesquisa, no corpo docente das universidades, nos livros did\u00e1ticos, nas tradu\u00e7\u00f5es, edi\u00e7\u00f5es e reedi\u00e7\u00f5es, incluindo o jornalismo e os pr\u00eamios liter\u00e1rios. &#8220;Em todas essas inst\u00e2ncias a presen\u00e7a negra \u00e9 ausente ou minorit\u00e1ria&#8221;, diz Miranda.<\/p>\n<p>Segundo Miranda, \u00e9 fundamental revisitar escritoras como Ruth Gumar\u00e3es para ajudar a criar novas narrativas e para abrir espa\u00e7o para novas vozes. Botelho diz que a for\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o de sua m\u00e3e j\u00e1 conseguiu impulsionar outros trabalhos. &#8220;Eu n\u00e3o tenho d\u00favidas de que ela foi inspiradora para muita gente.&#8221;<\/p>\n<p>Link da mat\u00e9ria:<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/11\/centenario-da-autora-ruth-guimaraes-reaviva-obra-no-limite-entre-erudito-e-popular.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/11\/centenario-da-autora-ruth-guimaraes-reaviva-obra-no-limite-entre-erudito-e-popular.shtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora de &#8216;\u00c1gua Funda&#8217; foi a primeira negra a ganhar proje\u00e7\u00e3o nacional, com o romance publicado em 1946 Reportagem de Tayguara Ribeiro (Folha de S. Paulo, 13.nov.2020) Era um terreno com muitas \u00e1rvores, perto do rio Para\u00edba e perto do trilho do trem. 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