A Academia Pindamonhangabense de Letras foi a anfitriã da festa literária de Pinda, a Flipinda. A quarta edição celebrou a ancestralidade e a força da terra através do autor homenageado, Daniel Munduruku, de quem é a frase que se tornou o slogan da feira: “Contar histórias para que o mundo continue”.
Rhosana Dalle, a presidenta da academia, diz que é isso que estamos fazendo, contando histórias e construindo histórias para serem contadas e que enquanto houver uma história sendo contada, a humanidade estará viva. Em seu discurso de abertura, ela afirmou que a palavra escrita carrega um poder sublime, é ponte que atravessa abismos e conecta mundos. O tema da feira foi “Conexões”, cruzando as histórias das etnias, os fios ancestrais que formam a colcha de retalhos da nossa identidade.
Nos dias 13, 14 e 15 de agosto foi um encontro de diversas origens, unidos pelo mesmo afeto, costurados pela palavra que liberta. Antes de terminar, agradeceu a comissão organizadora, sua equipe, e o curador, Joaquim Maria Botelho – já foi presidente da UBE, é jornalista, escritor, membro fundador do Instituto Ruth Guimarães, filho da escritora Ruth Guimarães, a quem expressou sua admiração e gratidão por aceitar o desafio de desenhar os caminhos intelectuais e artísticos desta edição. Agradeceu o apoio e a boa vontade da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. E, para finalizar, se expressou como artista, mulher e cidadã, afirmando que para ela, esta é a sua verdadeira missão de vida.
O Instituto Ruth Guimarães lá esteve, participando da festa. Estavam os filhos e as netas de Ruth Guimarães, trazendo seu legado e admirando quem está arregaçando as mangas e trabalhando muito pela cultura.





